quarta-feira, 17 de julho de 2013

Agora Lauro Muller, subir e descer a Serra do Rio do Rastro.

Agora a rotina do dia será subir e descer a fabulosa Serra do Rio do Rastro e ir até
a Sede Internacional dos Fazedores de Chuva em Itajaí-SC.
Saímos de Araranguá e fomos para a Serra. Para não perder o costume na chegada
em Lauro Muller a estrada estava em construção. A empreiteira jogou umas pedras
grandes na estrada e por cima jogou uma terra fina, como choveu muito o resultado
foi que a terra "assentou" e as pedras "brotaram" na estrada. A Versys foi "rasgando"
o caminho e foram pedras jogadas pra todos os lados parecendo que o pneu traseiro
estava estourando a cada pedrona jogada pra trás ou pros lados. Naquele momento
fiquei realmente preocupado, porque tinha a impressão que o pneu traseiro iria
estourar a qualquer momento, mas tudo deu certo e a
Versys carregada com toda
nossa carga de viagem e mais a garupa enfrentou tudo e saiu intacta.




Passado esse "perrengue" estávamos agora subindo a Serra do Rio do Rastro. Tanto

me falaram dela que estava ansioso e curioso para conhece-la.
No primeiro momento da subida já estava encantado, mal sabia eu que quanto mais
subia mais linda a Serra ficava. No início encontrei uma lixeira que "namorei" muito
tempo pelo Google Street View, quando vi aquela lixeira não resisti, parei a Versys
e tirei uma foto. Agora a lixeira tinha eu na foto. 








Não sei precisar aqui quantas fotos tirei na Serra do Rio do Rastro, e não tenho 
palavras pra descrever o que vi ali. Ela não tem descrição, é tão linda, tão mágica,
tão encantadora, só indo la pra saber o que é a Serra do Rio do Rastro.
De longe o lugar mais bonito que já vi em minha vida.
Quase chegando no topo falei pra minha esposa, "To aqui imaginando o que a 
Fernanda diria desse lugar, vamos voltar aqui e vai ser com toda a família."
Ela concordou comigo, então estamos planejando um momento para subirmos
e descermos a Serra do Rio do Rastro com toda nossa família.

EU ESTIVE LA! SUBI E DESCI A SERRA DO RIO DO RASTRO!













Lagoa dos Patos, lugar bonito pra caramba e rodovia excelente.


Depois e Porto Alegre passamos na Lagoa Itapeva, um lugar muito bonito. Além
da beleza do local outra coisa que chamou minha atenção foram os pneus da moto, notei que toda a banda de rodagem estava
meio mole, parecendo borracha derretendo.
Preocupei na hora!
Pensei que o pneu da moto estava com problemas e eram os dois, imaginei que na
próxima cidade tinha que trocar. Então um motociclista parou perto de nós para
tirar fotografias me falou que é o tipo do asfalto que é emborrachado, o que estava
acontecendo nos pneus da Claudete era o efeito do atrito com o asfalto que é
reciclado e possui pneus derretidos em sua composição.
Palmas pra BR-101!
Asfalto de primeiro mundo, quase impossível uma moto "escorregar" na pista.







Agora subindo de volta, rumo a Serra do Rio do Rastro.


De Aceguá subimos para Porto Alegre.
A minha intenção era dormir nessa cidade, mas como minha esposa tava muito ansiosa
pra chegar em casa, então continuaríamos depois de Porto Alegre e o "terreno" que
ganhássemos seria lucro. Afinal no outro dia seria subir e descer a Serra do Rio do
Rastro.
Mas na volta de Aceguá, duas coisas me chamaram a atenção.
A primeira foi a neblina. Ao contrário de Goiás, no sul do Brasil quando a gente vê
uma placa mandando tomar cuidado com neblina, é neblina mesmo! Não me lembro
de ver em Goiás uma neblina tão espessa como vi no Sul do Brasil.
A segunda coisa que chamou minha atenção é umas folhas penduradas nas árvores
parecendo que estavam derretendo, mais tarde um pouco descobri que é uma planta
que se chama "barba de velho".

No Rio Grande do Sul quando aparece uma placa na estrada mandando tomar cuidado com a neblina, é neblina mesmo! Totalmente o contrário do que vejo em Goiás.

Depois de dias de chuva e frio, em questão de minutos o tempo transformou completamente. Assim que estávamos chegando em Porto Alegre estávamos "cozinhando" dentro das roupas. Dai assim que parei num posto pra abastecer saí como um louco tirando o excesso de roupas.

Chegando em Porto Alegre.

Rio Guaíba

Olha quantos viadutos na chegada de Porto Alegre.

Olha a favela ao lado do estádio do grêmio.




Finalmente chegamos em Aceguá-RS, fim da BR-153, fronteira do Brasil com o Uruguai.


Nossa intenção era chegar o mais próximo possível de Aceguá, gostaria de
dormir em Bagé, e conseguimos.
Chegamos em Bagé por volta das 19h embaixo de uma chuva bem fina.
Sabia que faltavam apenas 60 km para chegarmos ao extremo sul da BR-153 e isso
me alegrava muito, pois a missão estava bem perto de ser cumprida. Mas a previsão
do tempo me deixava um tanto triste, vi vários jornais e todos foram unânimes,
no sul do Rio Grande do Sul a previsão era de tempestade, muita chuva forte. A chuva
não me assustava mais, mas chegar em Aceguá era um sonho de 30 anos, um momento
que queria deixar registrado, não só na memória mas também através de fotografias
e filmagens, seria um momento pra mostrar a todos os meus amigos.
Então a chuva veio e dormimos ao som de uma baita chuva e eu triste porque fotografias
e uma filmagem na chuva era o que nos aguardava para o dia seguinte.
Acordamos e a primeira coisa que fiz foi sair do quarto e ver o tempo. Sem chuva! Mas
o céu estava fechado, saímos "armados" para molhar, mas nossa viagem tinha uma
quarta pessoa acompanhando. Desde o início eu disse que iríamos nós quatro; Deus,
a moto, minha esposa e eu. E Deus mostrou sua força e fomos até Aceguá sem cair um
só pingo dágua sobre nós. Quando vi a primeira placa, Aceguá 20 km pensei comigo,
se a Versys quebrar acabo de chegar empurrando, mas daqui pra frente só Deus para
nos segurar, mas ele não queria nos segurar ele estava nos empurrando e dando força
para continuarmos a jornada.


Nascer do Sol em Aceguá-RS

Aceguá estava chegando e cada minuto era sentido na alma, parecia que o tempo não
tinha mais importância, várias vezes senti um arrepio, várias vezes vontade de chorar.
Não tinha palavras para agradecer a Deus por ter me dado vida e saúde para realizar 
este sonho de menino.
O céu por onde passávamos estava fechado, mas nosso caminho não caía nenhuma 
gota de água. Tudo parecia perfeito.
Paramos na última placa para prepararmos a câmera para filmar a nossa chegada.
Este era o grande momento que esperei por anos.




Agora a foto do marco tem minha pessoa junto e não é nenhuma montagem de 
computador. EU ESTIVE EM ACEGUÁ! LA EU DEIXEI MINHA PEGADA! EU ESTIVE
ONDE A BR-153 COMEÇA! Com a graça de Deus realizei um pedaço do meu 
sonho de menino! Foram 2.212 Km de minha casa até o local deste marco na
entrada de Aceguá.


Missão cumprida! Estamos em Aceguá, nesse meu barco tem mais uma pessoa que não apareceu nas fotos, Jesus foi conosco nos livrando de todas as interpéries.






Ventania e mais ventania no Rio Grande do Sul.


Quero aqui comentar um fato.
Em Goiás estamos bem acostumados com ventos, principalmente no mês de Agosto,
mas no Rio Grande do Sul fiquei impressionado com a ventania, teve momentos que
pensei que iria perder a moto, por várias vezes andei vários quilômetros com a moto
inclinada. Segundo uma conversa que tivemos com a FC Angela, ela nos disse que
indo pra Ushuaia o vento é muito pior, a moto chega a ficar inclinada 45 graus. Caramba!


Vale do Sol, onde senti vontade de morar.


Assim que saímos de Chapecó-SC a intenção era chegar o mais próximo possível de Acegua-RS.
Como sabíamos que não chegaria ate o extremo sul da BR-153, então tentei chegar até Bagé-RS.
E conseguimos! Dormimos em Bagé-RS, apenas 60 km de Aceguá.
Porém depois do almoço o GPS pregou-nos a primeira peça, jogou a gente num trecho de estrada
de chão. Curto, com poucas lamas e nada de barro, então foi tranquilo. Pegamos esse caminho
para passar na cidade de Vale do Sol.

Estrada na entrada da cidade de Vale do Sol.


Embora as ruas de Vale do Sol sejam de calçamento, estão melhores que muitas ruas da minha cidade.


Pela primeira vez na minha vida vejo o frio de verdade.

Assim que saímos de União da Vitória passamos por um momento meio difícil.
Minha esposa começou a pedir arrego por conta do frio.
Tive que parar algumas vezes para tanto ela quanto eu botarmos as mãos no motor
da moto para aquecer do frio.


Em Chapecó fomos bem recebidos pelo meu amigo Hilário, abaixo fotos da estadia nessa cidade.






Estamos em Chapecó-SC.
Na casa de um amigo.
A intenção era ainda hoje percorrermos alguns quilometros, até Erechim, mas não tem jeito!
Amigo é amigo e não tem como ter pressa, muitos assuntos, muitas fotos, muitos lugares a
se ver e até comida diferente, experimentei pela primeira vez na vida o pinhão, ow... uma delícia!
Minha esposa ta meio ansiosa e preocupada, pois minha filha caçula está passando por um
problema respiratório (comum em Goiás). Ela já conversou comigo para irmos até aceguá e de la
virarmos pra casa.
Falta mais de um dia para chegarmos no extremo Sul da BR-153. Talvez as coisas melhorem la em
casa e poderemos diminuir a pressa.
Vou refazer os cálculos e ver o que fazer. Agora temos um grande ajudante para continuar a viagem.
Conseguimos consertar a Esmurfete(GPS).
Vir até aqui sem ela foi difícil. Mas graças a Deus deu tudo certo.
Mas uma coisa quero deixar aqui escrito, quantas paisagens belas ja vi, quanto frio ja passei e quanta
chuva ja tomei, mas estou feliz. E se Deus quiser a Letícia vai melhorar e as coisas ão de melhorar.
Como estou em uma lan-house nao tenho confianças em postar as fotos, mas logo logo estarei postando
algumas fotos aqui.
Ahhh!!!! Antes que me esqueça, irei abrir um capítulo especial sobre um trecho na BR. Estrada de chão,
aliás!!!! Estrada de barro!!! Vai sofrer, moto atolou, ninguém pra empurrar, uma lambrequeira louca de
tanto barro, fora o medo de escurecer comigo no meio daquela mata, pra mim tinha uma onça me esperando
em toda curva. Este Capitulo será especial...
Abraços Amigos...

No trevão em Minas Gerais


Chegando em Ourinhos, paredões imensos

BR-153 depois de Paulo Frontin-PR

Eu lutando com o barro e a lama, a Versys brincou nesse terreno, a moto parecia que não estava sentindo as dificuldades do terreno.




Anjos na caminhada.


Uma luz no fim do túnel.
Algumas pessoas apareceram se oferecendo pra ajudar a olhar os meninos durante
a nossa viagem.
A Fernanda já está bem melhor.
Já estamos nos organizando pra sair amanha cedo, Deus foi bom e enviou anjos para
nos socorrer.
Estive olhando a previsão do tempo e o melhor mesmo foi ter esperado o dia de 
amanha para iniciarmos a viagem.
Se Deus quiser meu próximo post seja da saída de casa com a moto.
Abraços amigos...

Problema de última hora!


Um problema apareceu.
Minha filha mais velha(que seria nosso suporte em casa), desandou a tossir novamente.
Consumi quase um mês de luta para ela melhorar a tempo da viagem, tava tudo OK.
Mas de ontem pra cá algo deu errado com ela e tudo q consumi um mês de luta foi pro brejo.
A essa hora eu já estaria entrando no estado de Minas Gerais, caso começasse hoje a viagem.
Mas ainda tem a segunda opção ir amanha de manhã. Mas to meio pessimista.
Pelo jeito para realizar o sonho vai ter que ser só eu, minha esposa falou que ela fica e eu
vou. Mas não foi assim que planejei durante meses, não foi assim que sonhamos e não foi
assim que pedi pra Deus me acompanhar na viagem. Desde o princípio pedi para que fossemos
nós 4 na viagem, Deus, a moto, minha mulher e eu.
Sei que ta complicado, desanimei muito cheguei a levantar da cadeira e ir pra Claudete tirar todos
os equipamentos, inclusive nem posso olhar pra ela agora, prontinha pra viagem.
To meio que desesperado e bem abatido.
Mas ainda falta uma noite o que posso fazer agora é esperar, já esperei tanto, talvez não seja
difícil esperar mais um pouco.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Quase saindo de casa, a difícil tarefa de deixar o conforto do lar.


A hora chegou!
Agora realmente acredito que vamos realizar o grande sonho.
Os meus filhos que tanto me angustiaram nas últimas 3 semanas com doenças respiratórias, estão todos bem agora. Era esse o único grande impecílio para iniciarmos a viagem.
Então agora realmente vamos!
Faltam menos de 80 horas pra dar partida na Claudete e sair rumo a Aceguá. Me lembro de quando iniciei a contagem regressiva, faltavam 90 dias. Agora já não são dias e sim horas, dentro de pouco tempo serão apenas minutos.
Impossível descrever o que estou sentindo, um misto de medo e alegria, arrepios, algo indescritível.
Acho que só quem sonhou e realizou o sonho sabe o que estou sentindo agora.
As próximas noites não sei se conseguirei dormir.
Peço a Deus para ir e voltar conosco, pois somente na presença dele a viagem será tranquila.
Já penso no abraço dos amigos que encontrarei no caminho, lugares que conhecerei, paisagens que verei e não consigo pensar no cansaço, uma força maior me motiva e me enche de ânimo e alegria.
Hoje já começarei a equipar a Claudete, montar todos os equipamentos. Já começaremos a separar as roupas, a escrever a rotina das crianças e reforçar as recomendações.
Amanha irei imprimir o plano da viagem, programar a "Esmurfete"(GPS). E traduzir alguns ítens do manual mecânico da moto.
Não tem como pensar, agora é sentir a emoção e aguardar o momento de sair de casa.
O mais difícil sem dúvida será deixar o conforto do lar.
E sem dúvida a preocupação com o bem estar de meus filhos.






domingo, 23 de junho de 2013

Astronauta no Sul do Brasil.

Ontem minha esposa experimentou as roupas que irá usar no Sul do Brasil, onde enfrentaremos chuva, frio e se der sorte conheceremos a neve.
Sinceramente?
Ela ficou parecendo um astronauta, com roupas preta é claro... rss


domingo, 9 de junho de 2013

Quase tudo pronto pra viagem.

Faltam agora 20 dias pra começar a viagem.
Quase tudo pronto. Equipamentos comprados, a moto já está organizada (com ressalvas à revisão), as roupas também.
O que está pegando é o fato de meu capacete ainda não me convencer, tá difícil viajar com esse capacete. O que me revolta é ter pago 120 reais para personalizá-lo e o traste não ta me convencendo. Primeiro foi a viseira do capacete que se soltou, depois que o intercomunicador chegou descobri que com a cinta jugular onde está não tem como colocar os fones. Sei que ta complicado, to fazendo pesquisas a dias pra ver se compro outro capacete, inclusive um amigo me ofereceu o dele emprestado, mas como tenho que instalar a filmadora no capacete e o intercomunicador fico sem jeito de aceitar o empréstimo.
Então continuo na velha pendencia a respeito do capacete, ou seja ainda não resolvi.
Essa semana um amigo fez até piadinha comigo a respeito da viagem, comparando-me com o padre louco que inventou de voar com balões de aniversário, dá até medo porque o padre morreu, mas como vou levar Jesus comigo no "meu barco", vai dar tudo certo.
Ainda tenho que resolver na moto o problema da Lilia molhar os pés, embora ela tenha uma bota impermeável não posso confiar, mesmo porque a mudança que pretendo fazer irá evitar que nos alforges entre água da chuva.
Sei que estou ansioso, preocupado, com medo e ao mesmo tempo feliz. Será minha primeira grande viagem, peço a Deus pra me acompanhar e para que tudo dê certo.
Sobre o dinheiro da viagem, essa é a semana de ir atrás de recebê-lo, sei que darei entrada nos papéis e só receberei em Agosto, mas de qualquer forma será a grana utilizada na viagem.
Ontem falei com um motociclista que nasceu em Criciúma-SC, ele conhece bem a região e me deu boas dicas, como o Sinomar Godoy ele também é muito otimista em relação a viagem de moto. Falei também com o Hilário, os dois ficaram de me passar boas dicas de caminhos melhores e lugares bons pra se ver em Santa Catarina, talvez por conta das dicas dos dois talvez meu retorno será modificado.
Mas uma coisa é certa, a Serra do Rio do Rastro é uma obrigação subir e descer por lá e talvez a do Corvo Branco também.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Revisão e IPVA pagos!

Uma etapa que muito estava preocupando eram dois gastos reservados para o final do mês de abril. Revisão da moto e pagar o IPVA.

Confesso que pensei que não iria conseguir bancar as duas despesas. Tive imprevistos e necessitava de no mínimo 2 mil reais para pagar tudo e por conta de outros gastos contava apenas com 718 reais na conta.

Com esse dinheiro no bolso levei a moto para a revisão, pois o óleo já estava no motor haviam 7 meses e o manual diz que tem que ser trocado com 6 meses.

Fui preparado para meu dinheiro não dar, iria pagar o que desse e o restante seria no cartão de crédito.

Mas a revisão me custou R$ 332,00. Fiz na concessionária kawasaki de Goiânia  Olhei a moto, analisei e fiquei cheio de dúvidas a respeito dessa revisão. Sabe aquela sensação de comprei, paguei e não levei? Foi assim que me senti, ficou muito barata. Olhei a nota fiscal as únicas despesas eram a troca do óleo, filtro e mão de obra. Perguntei pela situação da moto, velas, válvulas, motor, sistema de refrigeração, óleo de freio, suspensão, etc. Disseram que tudo tava OK, me garantiram que olharam tudo, mas só vou ta 100% ciente e consciente e tranqüilo depois que fizer a viagem.

Quando estava na concessionária chegou um casal em uma versys 650. A diferença entre "nossos bolsos" era imensa. O vestuário deles é o dos sonhos, os equipamentos da moto também, calculei por alto que ali o proprietário não gastou menos de 6 mil reais em equipamentos. Estavam voltando de Buenos Aires, a mulher que estava na garupa me disse que eles rodaram cerca de 1.000 km por dia. Fiquei pensando nas dores na bunda que sinto durante minhas viagens, acho que não aguento uma jornada tão grande.

Ontem paguei o IPVA. Impossível pagar e não ficar revoltado. Digo e repito quantas vezes forem necessárias, peguei mil reais, rasguei e botei fogo, essa é a sensação que tenho a respeito de pagar esse imposto. Basta andar nas ruas e rodovias de Goiás pra ver que tenho toda razão. Será que o brasileiro não acorda nunca? Passou da hora de abrir os olhos e ver o que os maus políticos estão fazendo com nosso dinheiro suado.

Esses gastos só foram possíveis porque Deus existe e gosta muito de mim. Alguns dias atrás, já conformado em não poder pagar o IPVA sem usar o cheque especial (pensei ate em financiamento). uma pessoa que me devia uma grana resolveu me pagar e sem falar na Secretaria de Educação que me pagou umas diárias do ano passado, resultado disso tudo foi que consegui pagar tudo e ainda me sobraram uns 200 reais, Glória a Deus!

Agora é concentrar na próxima etapa que é adaptar um bagageiro na moto. Pois é! Vou "fazer" um bagageiro já que o original custa os olhos da cara. Como eu disse anteriormente, fazer uma viagem quando se tem muita grana é fácil, difícil é como a maioria dos motociclistas que fazem um caminhão de sacrifícios para realizar uma pequena aventura ou a tão sonhada viagem de moto.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Revisão e IPVA

To caminhando para um momento em que necessito fazer a revisão geral da moto e pagar o IPVA.

Fiz um orçamento prévio da revisão, em torno de 900,00. Isto é claro que é só uma estimativa é um orçamento sem a concessionaria olhar a moto, foi pelo telefone. Pedi um desconto a vista, uma merreca de 8%, então na melhor das hipóteses deve ficar la pelos 800,00.

Parece fácil pagar em se tratando de um cara com grana e com bons patrocínios, mas na minha situação e no caso de muitos colegas a necessidade de um grande sacrifício é evidente. Confiar em apenas trocar o oléo e botar a moto na estrada não é pra mim, afinal vou andar mais de 5.000 Km e não to interessado em ficar a pé num lugar desconhecido e longe de casa. Agora se somar junto com a revisão o IPVA, realmente tenho bons motivos pra estar preocupado.

No caso do IPVA não tem como pagar calado.

Acho um absurdo ter que pagar esse imposto, 1.040,00. Quando comprei a moto paguei imposto. Quando pago alguma manutenção também pago imposto. Quando pago combustível pagarei um senhor imposto, ou seja estou pagando imposto pra ter o direito de andar, em ruas cheias de buracos, numa moto que comprei, paguei e praticamente não detona as ruas do Brasil. Mas como sempre falo o brasileiro adora pagar impostos, afinal em todas as eleições sempre aparece um politico corrupto reeleito, na verdade o defeito não é o político, o defeito é o eleitor.

Mas o que importa é que estou aqui economizando pra pagar essas duas contas, e ainda não sei de onde tirarei tanta grana pra pagar essa divida imensa.

A propósito, sobre o capacete quebrado fiz um conserto nele e achei tão bom que estou quase arrancando a peça do outro lado da vizeira pra fazer o mesmo serviço.

domingo, 24 de março de 2013

Capacete quebrado...

Em meio a tanta economia pra viagem um imprevisto. O capacete que escolhi, pintei e personalizei pra realizar minhas viagens quebrou.

O capacete é da marca honda (será coincidência ) e do lado direito tem uma especie de parafuso/arruela com uns 4 centímetros de diâmetro e este bendito prende a viseira. Ontem quando estava voltando de goiania na chuva essa peça se soltou e não existe pra vender, ou seja tem que ser outro capacete.

Num momento em que estou fazendo continhas pra ter a grana pra viagem não posso comprar um capacete.

Vou tentar uma gambiarra botar umas arruelas, e um adesivo pra fixar a viseira novamente, espero que dê certo.

Ontem fiz uma viagem e preferi viajar na chuva para testar os equipamentos pra viagem, como disse em julho é esperado muita chuva e frio no Rio Grande do Sul. O resultado da viagem não foi nada animador. A jaqueta que comprei sendo impermeável, entrou água e quase molhou meus documentos, sem mencionar que entrou água na manga esquerda e encharcou meu braço. Tava pensando comprar uma bota impermeável de cano curto que é mais barata, mas vi que tenho de comprar uma de cano longo pra não congelar as canelas. Depois de lavar a moto resolvi dar um passeio na cidade pra secar a corrente e fazer a sua lubrificação, apareceu um barulho estranho, to torcendo pra ser a relação que secou na chuva que tomou. E o pior de tudo foram os alforges laterais, ambos vieram com uma capa que deveria protegê-los da chuva, mas acho que o inventor dessa peça nunca a usou, porque entrou uma água na parte debaixo deles, tipo meio litro dentro de cada um e é obvio que essa água entrou no alforge. Penso, penso, penso numa forma de evitar que isso aconteça durante a viagem, mas vou ter q inventar ou então conformar em carregar sacos e sacos de lixo, daqueles pretos pra por os objetos dentro deles e embalados assim coloca-los nos alforges para não enxarcar as roupas e outros objetos.

Mas nesse momento o grande problema é o capacete o resto vou organizando ou inventando uma forma de organizar.

sábado, 23 de março de 2013

A dura realidade...

Aventurar-se de moto mundo afora quando se tem grana é fácil. Basta imaginar o local, esperar a data determinada, encher o tanque e moto na estrada. Me lembro de um juiz de direito que rodou todo o Chile, comprou a moto, planejou a viagem e botou a moto na estrada em menos de 40 dias, esse não é o único caso que conheço, sei de alguns empresários que fizeram uma viagem de moto por um mês ou mais apenas para desestressar.

Duro é como muitos fazem. Meses de planejamento, juntando grana, passando o maior perrengue, moto na garagem porque falta dinheiro pra comprar pneu ou pra economizar pra revisão e em vários casos a data é jogada pra frente porque o essencial (dinheiro) não deu.

O mais legal é que nenhum desiste, o sonho até pode ser adiado mas nunca esquecido.

Me lembro de um cara que foi em uma yamaha neo até Ushuaia. Consumiu 11 ou 12 semanas só pra ir, ele saiu de casa com menos da metade da grana necessária pra viagem, o mesmo conta que no caminho pra por gasolina e comprar comida trabalhava em postos, até capinar lote ele capinou pra ter grana pra rodar pouco mais de 250 Km. Mas foi, voltou e conta história pra todos.

Eu to aqui, com a moto na garagem, parada pra economizar pneu, relação e ela inteira, no manual do proprietário fala que o óleo do motor tem que ser trocado a cada 6.000 km ou 6 meses o que vier primeiro. Tá com apenas 3.700 Km e quase 7 meses, o que faço? Deixo a moto parada porque minha viagem será em julho então se eu fizer uma troca agora, terei que fazer outra no fim de junho, pergunta se tenho grana pras duas trocas. Então vou poupando a moto, não sei se o óleo poderá ficar 8 meses dentro do motor, porque é sintético, mas não tenho outro caminho.

Preciso comprar uma bota impermeável, já que no Rio Grande do Sul chove muito no mês de julho, minha esposa ta na mesma situação, uma calça impermeável pros dois e um par de luvas descente para suportar o frio.

De tudo o que tenho em mãos é o dinheiro da viagem, alias, tinha porque tive uns imprevistos e foi preciso mexer na grana.

Então daqui até o dia de dar a partida na moto vai ser um festival de sacrifício, perigoso eu começar a latir no quintal, assim dispenso a cachorra e não preciso comprar ração..KKKKK

Detalharei aqui no blog o que fiz pra juntar grana pra viagem e como fiz pra me preparar, fato que nunca vi nenhum viajante postar na internet.

E se Deus quiser estarei no mês de julho contando detalhes da minha primeira grande aventura.

Contando um pouco de história

Moro em Morrinhos-GO, uma cidade de médio porte às margens da BR-153. Tenho 43 anos, casado, pai de 3 filhos e funcionário publico.
Desde criança sonho com viagens e grandes aventuras. Então assim que aprendi andar de bicicleta (com 12 anos de idade) e senti um pouco de segurança saía de casa quase todo fim de semana com destino ao viaduto da BR-153, la eu sentava e ficava observando todos os veículos passarem e sonhava em um dia rodar pelo Brasil afora, imaginava que a BR ligava goiania até são paulo capital.
Então cresci, sonhava o tempo todo em ter uma moto, tanto é que num ato de desespero comprei minha primeira moto, uma Agrale 27.5 com motor fundido.
A intenção era arrumar o motor e fazer algumas viagens com a moto. O problema é que eu tinha uma moto pifada e nenhum centavo no bolso e meu salário era uma merreca, então pra por essa moto funcionando foi bem difícil. Fui em goiania e comprei algumas peças usadas, bloco, pistão, aneis, biela e algumas outras pequenas peças.
Quando tinha as peças não tinha grana pra pagar um mecânico por tudo pra funcionar, fiquei meses juntando dinheiro pra pagar o mecânico,  me lembro dum dia em que minha irmã e eu resolvemos montar o motor, só pra matar a vontade de ver a moto com um motor e quem sabe tirar a moto do quartinho, percebemos que não daria certo quando vimos um monte de parafusos sobrando e 3 peças que não sei até hoje qual o local delas.
Bom, vendi minhas férias e paguei pra montar a moto, ficou uma porcaria porque o motor era híbrido, a parte debaixo da 16.5 e a superior da 27.5, ficava engasgando o tempo todo, só prestava quando tava em alta rotação.
Vendi essa agrale (cheguei a orar a Deus por ter tirado aquela moto da minha vida), comprei uma turuna 125 ano 82, mandei retificar  o motor e fiz minha primeira viagem era pra ser Morrinhos - Caldas Novas, mas como o garupa estava pagando a gasolina, na volta resolvemos andar mais, dai fiz Morrinhos - Caldas Novas - Piracanjuba - BR-153 - Morrinhos.
Até hoje me lembro do frio e da chuva que tomamos, mas foi o máximo.
Fiz mais umas viagens com ela ate que um dia travou o motor indo pra Goiania. Arrumei, fui pra goiatuba ela me deixou a pé de novo, fui pra itumbiara novamente a pé. Então decidi vender e comprar uma yamaha DT-180 ano 85. Essas duas motos são as responsáveis por até hoje eu não ter possuído nenhuma moto da honda. Com essa DT conheci o paraíso, fiz várias viagens pela 153 e nunca me deixou a pé. Vendi porque imaginei que carro era melhor que moto, me lembro até hoje o dia em que deixei ela na casa do comprador, momento ruim e triste pra mim.
Fui pra faculdade, casei, tive filhos e somente depois de 13 anos de casado voltei a ter outra moto. O interessante é que desde o primeiro dia de casamento eu e minha esposa planejamos ter uma moto e sempre dava errado.
É obvio que essa moto foi uma yamaha, uma lander, se alguém disser que amei alguma moto na vida, foi essa lander. Fiz um monte de viagens com ela na 153, conheci novos lugares e só tive duas despesas com ela, gasolina e óleo de motor. Moto incrível, fantástica, dona do meu coração o único problema dela era o banco que era desconfortável pras minhas viagens, minha bunda doía tanto que depois de rodar umas 2 horas, descia da moto e tinha dificuldades em andar, cada passo era uma agulhada em cada lado da bunda.
Bom!
Como sempre sonhei em viajar tava na cara que essa moto não era certa pra mim.
Daí que namorei, namorei, estudei, li revistas, falei com motociclistas, fiz sacrifício pra juntar dinheiro e depois de 3 anos troquei de moto. Troquei ela por uma Kawasaki Versys 650. Me lembro do momento em que o funcionário da concessionaria pegou a lander e passou pra dentro da loja. Eu tava saindo na versys e quando vi aquela cena, quase desmanchei o negócio, me deu uma vontade de chorar, um sentimento de negocio mal feito, um arrependimento, não tem como explicar. Mas homem não volta atras na palavra então fui embora pra casa na versys.
A velha dor na bunda continuava, parecendo minha sina então arrependi feio de ter trocado as motos.
Mas minha esposa disse uma vez, duas vezes, "trocentas" vezes que com a versys a dor é mais tranquila e depois de umas 2 horas andando basta uma paradinha de uns 5 minutos e a gente ta renovado pra mais 2 horas. Tanto ela falou que eu passei a observar isso e vi que ela tinha razão, então pela primeira vez em meses comecei a não ter mais o arrependimento da compra.
Bom!
Esse é um pouco de história mas com certeza ninguém achou graça até aqui

Mas apartir de hoje contarei minha historia e meu drama até a maior aventura de minha vida. Morrinhos-GO até Aceguá-RS e retorno pra casa.